Antes de mais, uma correcção ao post anterior (não, não é acerca do nome da Águia), relativamente ao Dr. Vale Azevedo, que eu infamemente disse que estava no Brasil. Não está! Este facto, tem a ver com a razão de ele ter sido o único português preso por corrupção como é fácil de ver. Então o homem vai ali para o lado viver faustosamente e acha que ninguém vai saber??!! Tivesse ele tido umas lições de vigarice com "algumas" mulheres do Norte (ali mais para o lado de Felgueiras), e ficaria a saber, que o destino melhor para tirar umas "férias" da justiça seria mesmo o Brasil, até porque lá é quente e até poderia fazer uns liftings e tal...
Agora vamos ao assunto do dia, este vai ser um post sobre (des)educação, dos bebés, acho que nunca me manifestei acerca deste tema, que por acaso me é muito querido.
Quando estamos para ter um filho, é natural que vamos deitando a mão a tudo o que se escreve sobre o antes, o durante e o depois e que nos vai chegando às mãos. Principalmente quando os bebés nascem, tentamos encontrar em algum lado, a receita milagreira que nos permita educar os nossos filhos sem a menor margem de erro, como se de uma equação matemática se tratasse.
Rapidamente porém nos apercebemos de que a coisa não é bem assim, e que existem uma quantidade de teorias todas elas de diferente cariz o que ainda nos consegue baralhar mais. Uma das mais faladas e talvez a mais controversa é acerca do choro dos bebés.
É verdade, que a maior parte dos bebés chora muito. Choram pelas mais diversas razões: Ou porque têm fome, porque têm calor, porque têm frio, porque têm cólicas, ou porque simplesmente lhes apetece chorar. Ora, como eles não trazem manual de instruções, para nós mães é sempre dificil saber do que se trata, e umas mais do que as outras reagem de maneiras diferentes ao choro dos bebés.
Eu confesso, que à luz de algumas teorias seria totalmente "pichada e coberta de penas", porque nunca fui capaz de deixar os meus filhos chorarem só porque eles estavam comidos, limpinhos e até nem estavam doentes. Eles choravam e eu dava (e dou) colo. Muito colinho, muito miminho, e passava horas com eles ao colo até os braços chegarem a ficar dormentes.
Para mim não faz qualquer sentido deixar um bebé chorar, porque tem de aprender por si a dormir, ou a estar sossegado ou outra qualquer teoria. Os meus filhos em bebés adormeciam ao colo (e são dois) e posso dizer que era dos momentos que mais apreciava, estar ali com eles observar as suas feições, afagá-los nos meus braços e vê-los sucumbir à confiança num colo que é só deles. Ainda hoje quando precisam os adormeço ao colo, e não posso ouvi-los chorar. Se uma criança não encontra eco para o seu choro no colo da mãe onde vai encontrar??
São mimados? Com certeza que sim, o mais possível, se dar amor e carinho significa mimar! Será que vão ficar crianças mais dependentes pelo facto de terem andado sempre ao colo e não os ter deixado chorar para "aprenderem" a adormecer sózinhos? Talvez sim, mas nem pretendo de outra forma! Quero que os meus filhos saibam sempre que têm apoio e alguém que os acarinhe, porque se não fôr em casa vai ser onde?
Acho que nunca se ouviu falar de nenhum adolescente ainda andar ao colo da mãe. Eles têm tempo para crescerem e se tornarem autónomos e mais rápido do que aquilo que queremos.
Enquanto eu puder e eles quiserem, podem vir sempre agarrar-se às minhas pernas e balbuciar "côa" com os bracinhos estendidos que eu vou dar (o problema é quando está um na "côa" e o outro agarrado às pernas com o mesmo intuíto...).
Beijos a todas
sexta-feira, junho 27, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Bring the boys back home (em apoteose se possível)
E pronto, depois de uma vergonhosa derrota contra uma Alemanha eficaz e certeira, lá termina mais uma campanha da "nossa selecção" por terras estrangeiras. Pode ser que agora deixemos de passar pelos carros e janelas adornados de verde/amarelo... Perdão vermelho e verde, e que o pessoal faça mais umas horitas a trabalhar porque já não tem de sair para ir ver os jogos da selecção.
Evidentemente que não é com alegria que vejo os representantes do país virem para casa, mas se pensarmos bem, a coisa não será assim tão má:
Os rapazes poderão ocupar as mansões no Algarve que estão às moscas, ou ocupadas pelos parasitas amigos e familiares;
As festas do algarve terão outro glamour e as revistas cor de rosa poderão vender mais alguns números à custa do CR7 família, amigos e namoradas;
O "Sinhô" Scolari pode ira passar uns tempos à terra antes de ingressar no Chelsea a 1 de Julho, para receber o seu parco vencimento. Aliás se pensarmos bem, a coisa até foi bem feitinha... Treinador de Portugal assina por um clube em pleno Euro 2008, a notícia até aparece assim do nada... O "home" precisa de uns dias de férias, vai ganhar "xptoyz" e está a borrifar-se para a selecção que ainda treina... AHHHHHHHHHHHHH o vil metal! Mas isso agora...
Agora pode a nação enfim descansar, podem os adeptos sossegar seus corações e deixar de dar lucro às cervejeiras (já nem falo das petrolíferas claro), podemos finalmente pensar naquilo que interessa... Quem irá ser o próximo seleccionador??!!!
Ora, eu votaria no Eusébio, mas o homem tem aquele problema da toalha, e está um bocado acabado.
Podíamos escolher o Pinto da Costa, porque apesar de não ser treinador tem jeito para a coisa e até se dá bem com os árbitros;
O Vale de Azevedo também era uma boa opção mas parece que ninguém sabe em que zona do Brasil ele está (Ah ele está no Brasil???);
Resta-nos talvez a águia (oh pá não sei o nome do bicho!!) pelo menos a ração deve ficar mais barata que as iguarias do chefe Hélio!
Ora como isto é um espaço de debate aceitam-se sugestões (que prontamente enviarei ao Sr. Gilberto Madail, claro!), para o próximo treinador da selecção, remuneração + prémios (envie o seu CV, quem sabe não será o próximo(a)).
Beijos a todas
Evidentemente que não é com alegria que vejo os representantes do país virem para casa, mas se pensarmos bem, a coisa não será assim tão má:
Os rapazes poderão ocupar as mansões no Algarve que estão às moscas, ou ocupadas pelos parasitas amigos e familiares;
As festas do algarve terão outro glamour e as revistas cor de rosa poderão vender mais alguns números à custa do CR7 família, amigos e namoradas;
O "Sinhô" Scolari pode ira passar uns tempos à terra antes de ingressar no Chelsea a 1 de Julho, para receber o seu parco vencimento. Aliás se pensarmos bem, a coisa até foi bem feitinha... Treinador de Portugal assina por um clube em pleno Euro 2008, a notícia até aparece assim do nada... O "home" precisa de uns dias de férias, vai ganhar "xptoyz" e está a borrifar-se para a selecção que ainda treina... AHHHHHHHHHHHHH o vil metal! Mas isso agora...
Agora pode a nação enfim descansar, podem os adeptos sossegar seus corações e deixar de dar lucro às cervejeiras (já nem falo das petrolíferas claro), podemos finalmente pensar naquilo que interessa... Quem irá ser o próximo seleccionador??!!!
Ora, eu votaria no Eusébio, mas o homem tem aquele problema da toalha, e está um bocado acabado.
Podíamos escolher o Pinto da Costa, porque apesar de não ser treinador tem jeito para a coisa e até se dá bem com os árbitros;
O Vale de Azevedo também era uma boa opção mas parece que ninguém sabe em que zona do Brasil ele está (Ah ele está no Brasil???);
Resta-nos talvez a águia (oh pá não sei o nome do bicho!!) pelo menos a ração deve ficar mais barata que as iguarias do chefe Hélio!
Ora como isto é um espaço de debate aceitam-se sugestões (que prontamente enviarei ao Sr. Gilberto Madail, claro!), para o próximo treinador da selecção, remuneração + prémios (envie o seu CV, quem sabe não será o próximo(a)).
Beijos a todas
sexta-feira, junho 13, 2008
Pic - Pic
Nestes dias um pouco ausente, devido ao avolumar de trabalho, e aos jogos da selecção claro (??!!). O calor aperta (finalmente), e a preguiça mental toma conta dos nossos pequenos momentos de ócio (muito pequenos actualmente).
Vou seguindo à distância as diversas viagens dos blogues amigos, uma reais, outras metafóricas e vou aguardando e torcendo para saber como correram. Nostálgica tenho saudades de outros aromas, de outras viagens. O tempo corre e com ele mais um aniversário daquela que foi para mim a viagem das viagens.
Em tempo de nostalgia, fomos no feriado fazer um piquenique (??!!). Há tantos anos que não fazia um piquenique!
O grupo era grande, com muitos miúdos à mistura. As mantas, as almofadas, as lancheiras carregadas de iguarias, os pratos e copos de plástico, os brinquedos, as bolas para jogar na relva, tanto sabor nostálgico.
Foi o primeiro dos pipizes. Para eles tudo novidade, não pararam de brincar com os amiguinhos, com os brinquedos dos amiguinhos e de andar de um lado para o outro. Andaram a debicar de prato em prato, e cada dia que passa é mais dificil mantê-los afastados daquelas iguarias que a mãe considera proibidas (ou seja, quase tudo que nós comemos). Adoram comer e pedir comidinha da que estamos a comer, acho que é sobretudo a descoberta dos novos sabores que os fascina.
Vimos os patos e os peixes, corri atrás deles e eles atrás de mim, e tive aqueles momentos de undercoreved relax, em que me deixei estar sentada a conversar numa aprente descontração, embora, sempre com o olho em cima deles, pronta a saltar quando me desapareciam do ângulo de visão. Iam e vinham sempre de braços abertos e sorrisos rasgados para o colo da mãe com abracinhos e as palavras mágicas - "Mãeeee"; "Mãmã".
Ao meio da tarde cansados de pura exaustão, dormiram deitados numa toalha e cobertos com os casacos, comigo sentada ao lado a velar pelo soninho e a olhar enternecida para aquelas carinhas de anjo que são os meus filhos, as minhas jóias mais preciosas.
Fazem as delícias de todos, estão a crescer serenos e meigos. Aqueles que eram uns bebés berrões estão agora mais calmos, interagem com as outras crianças com serenidade. É claro que continuam a existir aquelas sessões de choro sem nexo ao fim da tarde, há dias que estão calmos, outros estão mais chatitos.
Beijos a todas
Vou seguindo à distância as diversas viagens dos blogues amigos, uma reais, outras metafóricas e vou aguardando e torcendo para saber como correram. Nostálgica tenho saudades de outros aromas, de outras viagens. O tempo corre e com ele mais um aniversário daquela que foi para mim a viagem das viagens.
Em tempo de nostalgia, fomos no feriado fazer um piquenique (??!!). Há tantos anos que não fazia um piquenique!
O grupo era grande, com muitos miúdos à mistura. As mantas, as almofadas, as lancheiras carregadas de iguarias, os pratos e copos de plástico, os brinquedos, as bolas para jogar na relva, tanto sabor nostálgico.
Foi o primeiro dos pipizes. Para eles tudo novidade, não pararam de brincar com os amiguinhos, com os brinquedos dos amiguinhos e de andar de um lado para o outro. Andaram a debicar de prato em prato, e cada dia que passa é mais dificil mantê-los afastados daquelas iguarias que a mãe considera proibidas (ou seja, quase tudo que nós comemos). Adoram comer e pedir comidinha da que estamos a comer, acho que é sobretudo a descoberta dos novos sabores que os fascina.
Vimos os patos e os peixes, corri atrás deles e eles atrás de mim, e tive aqueles momentos de undercoreved relax, em que me deixei estar sentada a conversar numa aprente descontração, embora, sempre com o olho em cima deles, pronta a saltar quando me desapareciam do ângulo de visão. Iam e vinham sempre de braços abertos e sorrisos rasgados para o colo da mãe com abracinhos e as palavras mágicas - "Mãeeee"; "Mãmã".
Ao meio da tarde cansados de pura exaustão, dormiram deitados numa toalha e cobertos com os casacos, comigo sentada ao lado a velar pelo soninho e a olhar enternecida para aquelas carinhas de anjo que são os meus filhos, as minhas jóias mais preciosas.
Fazem as delícias de todos, estão a crescer serenos e meigos. Aqueles que eram uns bebés berrões estão agora mais calmos, interagem com as outras crianças com serenidade. É claro que continuam a existir aquelas sessões de choro sem nexo ao fim da tarde, há dias que estão calmos, outros estão mais chatitos.
Beijos a todas
segunda-feira, junho 02, 2008
Não sei se é de mim
Mas, todo este "show off" à volta da selecção portuguesa de futebol com carácter de palhaçada dá-me uma azia daquelas.
Não se compreende, que num país que se afunda a uma velocidade superior à do Titanic, onde nos poucos barcos salva-vidas existentes vão somente aqueles cujas contas chorudas estão bem guardadinhas em off shores, e uma grande parte da população está já perto de atingir um limiar de pobreza condizente com os países de terceiro mundo, que se faça tanta palhaçada e gasto desmedido para umas dezenas de pessoas, cujo único valor é tão só e somente andar a correr atrás de uma bola e dar uns chutos que por vezes são bem sucedidos e a dita até entra na baliza do adversário (isto já para não falar da respectiva comitiva que acompanha os ditos, que até o "chef" é do mais caro que existe).
Não concordo! Quando vejo hospitais e escolas a cairem por falta de manutenção;
Não concordo! Quando as listas de espera para cirurgias e para simples consultas de especialidade é de meses quando não de anos.
Não concordo! Quando tenho de encher o depósito de combustível do meu carro;
Não concordo! Quando pelos meus 2 filhos recebo de abono de família 40 euros;
Não concordo! Quando existem pessoas reformadas a viverem com reformas de 150 euros por mês;
Não concordo! Por tantas e tantas coisas que se as fosse dizer todas ficava aqui a escrever uma semana inteirinha.
No entanto, o povo, adora isto. Acotovelam-se para poderem nem que seja apenas vislumbrar aqueles cujos salários em conjunto deve ser superior ao PIB português. Gastam o pouco que ainda têm para ir ver passar o autocarro pago com o suor de todos nós, onde somente se vislumbram os semblantes de óculos escuros de marca, cujo valor de aquisição daria para manter quase uma família.
E acenam (os que acenam) enfastiados pelo povinho... Que maçada... Vamos lá acenar aos pacóvitos...
E pagamos nós: Os aviões fretados, os hotéis de luxos, a comitiva, os prémios de jogo, e fazem-se filas para os ver... Mas ver o quê pergunto eu? Ver o quê?
A nossa selecção porventura já ganhou alguma coisa digna desse nome? No máximo um segundo lugar no europeu de 2004, e mais o quê? Um 4º lugar no mundial? E são heróis? Heróis de quê? E quem salva vidas todos os dias? E quem descobre medicamentos que podem curar e/ou melhorar a qualidade de vida de doentes com doenças incuráveis... Esses o que são?
Quando estudava, nunca recebi prémios ou gabões por tirar esta ou aquela nota mais alta. O que recebia era um: "Ísso é o que tu fazes, e só fazes isso, por isso não estás a fazer mais do que a tua obrigação!" - e hoje em dia é por esse lema que reitero os meus princípios, o que faço tenho de fazer bem, até porque é para isso que me pagam. E se alguns conseguem fazer e também tenho de conseguir fazer igual ou melhor.
Então porquê receber em apoteose quem nunca sequer foi o melhor?
Não julguem por isto que escrevo que sou contra o futebol, antes pelo contrário, quando posso vejo os jogos e vibro também. O que acho, e isso sim, é que o que se move à volta de pessoas que simplesmente correm atrás de uma bola é muito exagerado.
Isso mesmo se demonstra naquele spot publicitário em que se vê o povinho a empurrar o autocarro pela estrada fora e os tipos lá dentro "numa boa". É de facto demonstrativo, não daquilo que pretende demonstrar, mas da mentalidadezinha que nos move. E porque não puseram os tipos a empurrar também???
Beijos a todas
Não se compreende, que num país que se afunda a uma velocidade superior à do Titanic, onde nos poucos barcos salva-vidas existentes vão somente aqueles cujas contas chorudas estão bem guardadinhas em off shores, e uma grande parte da população está já perto de atingir um limiar de pobreza condizente com os países de terceiro mundo, que se faça tanta palhaçada e gasto desmedido para umas dezenas de pessoas, cujo único valor é tão só e somente andar a correr atrás de uma bola e dar uns chutos que por vezes são bem sucedidos e a dita até entra na baliza do adversário (isto já para não falar da respectiva comitiva que acompanha os ditos, que até o "chef" é do mais caro que existe).
Não concordo! Quando vejo hospitais e escolas a cairem por falta de manutenção;
Não concordo! Quando as listas de espera para cirurgias e para simples consultas de especialidade é de meses quando não de anos.
Não concordo! Quando tenho de encher o depósito de combustível do meu carro;
Não concordo! Quando pelos meus 2 filhos recebo de abono de família 40 euros;
Não concordo! Quando existem pessoas reformadas a viverem com reformas de 150 euros por mês;
Não concordo! Por tantas e tantas coisas que se as fosse dizer todas ficava aqui a escrever uma semana inteirinha.
No entanto, o povo, adora isto. Acotovelam-se para poderem nem que seja apenas vislumbrar aqueles cujos salários em conjunto deve ser superior ao PIB português. Gastam o pouco que ainda têm para ir ver passar o autocarro pago com o suor de todos nós, onde somente se vislumbram os semblantes de óculos escuros de marca, cujo valor de aquisição daria para manter quase uma família.
E acenam (os que acenam) enfastiados pelo povinho... Que maçada... Vamos lá acenar aos pacóvitos...
E pagamos nós: Os aviões fretados, os hotéis de luxos, a comitiva, os prémios de jogo, e fazem-se filas para os ver... Mas ver o quê pergunto eu? Ver o quê?
A nossa selecção porventura já ganhou alguma coisa digna desse nome? No máximo um segundo lugar no europeu de 2004, e mais o quê? Um 4º lugar no mundial? E são heróis? Heróis de quê? E quem salva vidas todos os dias? E quem descobre medicamentos que podem curar e/ou melhorar a qualidade de vida de doentes com doenças incuráveis... Esses o que são?
Quando estudava, nunca recebi prémios ou gabões por tirar esta ou aquela nota mais alta. O que recebia era um: "Ísso é o que tu fazes, e só fazes isso, por isso não estás a fazer mais do que a tua obrigação!" - e hoje em dia é por esse lema que reitero os meus princípios, o que faço tenho de fazer bem, até porque é para isso que me pagam. E se alguns conseguem fazer e também tenho de conseguir fazer igual ou melhor.
Então porquê receber em apoteose quem nunca sequer foi o melhor?
Não julguem por isto que escrevo que sou contra o futebol, antes pelo contrário, quando posso vejo os jogos e vibro também. O que acho, e isso sim, é que o que se move à volta de pessoas que simplesmente correm atrás de uma bola é muito exagerado.
Isso mesmo se demonstra naquele spot publicitário em que se vê o povinho a empurrar o autocarro pela estrada fora e os tipos lá dentro "numa boa". É de facto demonstrativo, não daquilo que pretende demonstrar, mas da mentalidadezinha que nos move. E porque não puseram os tipos a empurrar também???
Beijos a todas
segunda-feira, maio 26, 2008
Pormenores dispersos
quarta-feira, maio 21, 2008
Lido mal com a morte, qualquer que ela seja, nem que seja a singela morte de uma flor.
Fui apresentada a ela com apenas 15 anos. Numa idade em que se acredita que vamos viver para sempre e que todos aqueles que tenham mais de 20 anos já são velhos, quis ela apresentar-se levando-me um grande amigo.
Na altura, inocente, não sabia que a ausência permanente de alguém é algo que não esquece, a dor da despedida atenua mas, permanece lá escondida. Acho que foi ali que cresci, naquele momento em que fazia um teste de história de Portugal, em que alguém me sussurou: "O S. já deve ter morrido, vieram buscar os primos..." - naquele momento em que as lágrimas cegaram os meus olhos percebi a fragilidade da vida. Dois amigos ontem cheios de vida e planos, hoje mortos e sem retorno.
Numa época em que as minhas amigas escreviam nos seus diários "à querida Kitty" eu escrevia ao meu amigo morto num acidente estúpido.
Se ainda hoje me lembro? Claro que sim, foi um acontecimento marcante na minha vida, foi a fronteira do meu crescimento como ser humano, foi ali que percebi que existiam limites na vida e que não éramos indestrutíveis.
Hoje vai a enterrar um outro colega de outros tempos, em 3 meses adoeceu e morreu. Colega de escola, deixou orfã uma menina de 4 anos da qual tinha a custódia depois de um divórcio...
Não lido bem com a morte, principalmente agora que sou mãe, só penso naquela menina que vai crescer sem pai... Olho para os meus filhos e penso que será deles se eu ou o pai lhes faltarmos, ou os dois... Não lido nada bem...
Beijos a todas
PS: Por cá os preparativos vão de vento em popa, a mãe com torrentes de ranhoca a sair pelo nariz e com a voz fanhosa (constipação), gémea nº 1 também ranhosita, e gémeo nº 2 também. Vai ser lindo vai!
Fui apresentada a ela com apenas 15 anos. Numa idade em que se acredita que vamos viver para sempre e que todos aqueles que tenham mais de 20 anos já são velhos, quis ela apresentar-se levando-me um grande amigo.
Na altura, inocente, não sabia que a ausência permanente de alguém é algo que não esquece, a dor da despedida atenua mas, permanece lá escondida. Acho que foi ali que cresci, naquele momento em que fazia um teste de história de Portugal, em que alguém me sussurou: "O S. já deve ter morrido, vieram buscar os primos..." - naquele momento em que as lágrimas cegaram os meus olhos percebi a fragilidade da vida. Dois amigos ontem cheios de vida e planos, hoje mortos e sem retorno.
Numa época em que as minhas amigas escreviam nos seus diários "à querida Kitty" eu escrevia ao meu amigo morto num acidente estúpido.
Se ainda hoje me lembro? Claro que sim, foi um acontecimento marcante na minha vida, foi a fronteira do meu crescimento como ser humano, foi ali que percebi que existiam limites na vida e que não éramos indestrutíveis.
Hoje vai a enterrar um outro colega de outros tempos, em 3 meses adoeceu e morreu. Colega de escola, deixou orfã uma menina de 4 anos da qual tinha a custódia depois de um divórcio...
Não lido bem com a morte, principalmente agora que sou mãe, só penso naquela menina que vai crescer sem pai... Olho para os meus filhos e penso que será deles se eu ou o pai lhes faltarmos, ou os dois... Não lido nada bem...
Beijos a todas
PS: Por cá os preparativos vão de vento em popa, a mãe com torrentes de ranhoca a sair pelo nariz e com a voz fanhosa (constipação), gémea nº 1 também ranhosita, e gémeo nº 2 também. Vai ser lindo vai!
terça-feira, maio 13, 2008
Etapas superadas
Sábado foi dia de pesquisa. Muito a contragosto, lá fui eu procurar uma roupeca para a festa, até porque o tempo urge, e o dia 24 está quase aí.Depois de virar lojas e lojas, roupas e roupas, vestir e despir umas quantas, arregalar os olhos ao ver as etiquetas dos preços. Eis que chego à brilhante conclusão que nada do que tinha visto me agradava. Por fim já nem era uma questão de preços exorbitantes, era mesmo a questão de que não encontrava nada que me despertasse sequer interesse, quanto mais cobiça.
Vim embora ao fim de algumas horas, com os acompanhantes fartinhos de me aturar (a minha mãe, irmã e filhos), vim de mãos vazias a pensar: "Isto não é normal!"
Durante o fim de semana, lembrei-me de uma loja aqui na minha zona, que costuma ter umas coisas engraçadas, e antes de fazer mais incursões, decidi ir lá só para espreitar. Ia com o tempo contadito, e era só mesmo para ver. Quando lá cheguei vi aquela que vai ser a roupa que vou usar no baptizado dos meus filhos. Pousei os olhos e disse, vou experimentar gosto muito. Experimentei, paguei e trouxe a roupa em menos de 30 minutos (por sorte não precisou de arranjos, mas também com este corpinho, cof!cof!). Esta continuo a ser eu: Ou gosto ou não gosto, e se gostar não fico indecisa.
À tarde os sapatitos, lindos (ai os sapatos!), mais uma machadada no orçamento, e fiquei prontérrima, chiquérrima e tesérrrima...
O bolinho já decidi o que quero, já está encomendado aqui, e aguardo apenas o esboço de como ficará o produto final.
Beijos a todas
quinta-feira, maio 08, 2008
Mais do mesmo
Os convites estão feitos. Nada de convitezinhos com coelhinhos porque como sabem eu por cá sou muito prática. Foi pelo telefone, pois então! convites impressos só servem mesmo para trocar euros e para abarrotar os ecopontos do papel. Apesar de eu achar que são muito giros e tal, acho que não se justifica se não se tratar de uma mega festa...
Como seria de esperar não houveram recusas nem hesitações, e apesar de haver uma festa de aniversário de outro priminho sobreposta, esta foi adiada prontamente pela mãe dele. São uns mimecos estes meus filhos, toda a gente os adora e quer estar com eles.
Agora tenho de pensar no repasto para os convivas, nos arranjos para as mesas, no bolo (ahhhhhhhhh o bendito bolo!!!), nas bebidas, nas reportagem fotográfica e na toilette (a minha claro!).
O repastito será algo prático e saboroso, um prato de bacalhau para peixe e leitãozinho para carne, antecedido claro está de saborosas entradas. Depois muitas saladas, frutas e sobremesas docinhas. Claro que tudo isto terá de ser regadinho a preceito (Vinhol, muito vinhol!).
O bolo ainda não está decidido, nem sei se mando fazer um para cada um, se um para os dois, ainda não vi nenhum que me inspirasse e do qual eu gostasse muito. Esta sou eu ... Ou gosto ou não gosto! Mas tenho de decidir, mas como explicar a quem o vai fazer aquilo que me vai na cabeça, e pior será que depois vai ficar como eu quero?!
E a toilette da mãe dos noivos... Perdão dos baptizantes... Ainda nem tive tempo para ir ver nada, e com este tempo ando com uma desinspiração que é de fugir. Não vai ser fácil, não vei não.
Beijos a todas
Como seria de esperar não houveram recusas nem hesitações, e apesar de haver uma festa de aniversário de outro priminho sobreposta, esta foi adiada prontamente pela mãe dele. São uns mimecos estes meus filhos, toda a gente os adora e quer estar com eles.
Agora tenho de pensar no repasto para os convivas, nos arranjos para as mesas, no bolo (ahhhhhhhhh o bendito bolo!!!), nas bebidas, nas reportagem fotográfica e na toilette (a minha claro!).
O repastito será algo prático e saboroso, um prato de bacalhau para peixe e leitãozinho para carne, antecedido claro está de saborosas entradas. Depois muitas saladas, frutas e sobremesas docinhas. Claro que tudo isto terá de ser regadinho a preceito (Vinhol, muito vinhol!).
O bolo ainda não está decidido, nem sei se mando fazer um para cada um, se um para os dois, ainda não vi nenhum que me inspirasse e do qual eu gostasse muito. Esta sou eu ... Ou gosto ou não gosto! Mas tenho de decidir, mas como explicar a quem o vai fazer aquilo que me vai na cabeça, e pior será que depois vai ficar como eu quero?!
E a toilette da mãe dos noivos... Perdão dos baptizantes... Ainda nem tive tempo para ir ver nada, e com este tempo ando com uma desinspiração que é de fugir. Não vai ser fácil, não vei não.
Beijos a todas
quarta-feira, abril 30, 2008
Convidados
Antes de mais quero pedir desculpa pela apresentação pouco recomendável do último post, mas este blog tem vida própria como não me canso de dizer, e em alguns textos tira os espaços e junta tudo ao monte, noutros aumenta os espaços e fica como viram. Espero que hoje fique decente.
A saga vai continuar dentro de momentos, mas antes queria referir aqui, o encontro com duas amigas que ocorreu este fim de semana, uma já "habitué, e outra que ainda não conhecia. Foi um encontro agradável, embora da minha parte pouco participativo porque os gémeos não dão chance de se fazer algo que não seja dedicar-lhes toda a atenção (e ás vezes não chega). Acho que elas tiveram uma pequena percepção do que é ser mãe de duas crianças pequenas e não estranharam quando lhes disse para pensarem na hora das transferências de embriões se queria dois ou um... Gostei muito do encontrozinho, espero repetir mais vezes.
Agora vamos ao convivas do baptizado (ainda não convidei ninguém mas enfim...). Uma vez mais as minhas idéias fixas me dizem que um baptismo é uma cerimónia de família, e que não faz sentido nenhum estender aos milhentos amigos e sua prole, até porque as massarocas não são demais e teríamos não uma reunião familiar simbólica e sim uma cerimónia tipo "Karen Jardel e Felipe Gaidão" (passo a publicidade claro).
Para mim seria mais do tipo avós e tios directos, mas como existem outros familiares que viveram juntos connosco todo este processo e nunca se cansaram de nos apoiar e ainda hoje nunca esquecem os pimpolhos, será justo que se convidem.
Devo acrescentar que será mais a família da parte do A. do que da minha. Infelizmente, venho de uma família desunida, não me envergonho de dizer, que da parte da minha família directa (tios e tias), a esmagadora maioria não conhece os meus filhos, nem nunca me deu sequer um telefonema de felicitações. Não temos grandes relações, uns estão por aqui outros por ali, mas a verdade é que não me dizem absolutamente nada.
A família do A. pelo contrário, é muito unida, talvez por serem só irmãs (e do meu lado serem irmãos dos meus pais), andam sempre juntas e fazem festas a propósito de tudo e nada. Sempre estiveram comigo, e com os meus filhos. Festejaram até ás lágrimas quando engravidei, estavam sempre a visitar-me e a mandar-me coisas quando fiquei em casa, e não me largaram quando estive no hospital, choraram e fizeram promessas pelos meus filhos, para que ficassem bons.
Para mim é evidente que quero que estejam presentes no baptismo dos pipizes.
Beijos a todas
A saga vai continuar dentro de momentos, mas antes queria referir aqui, o encontro com duas amigas que ocorreu este fim de semana, uma já "habitué, e outra que ainda não conhecia. Foi um encontro agradável, embora da minha parte pouco participativo porque os gémeos não dão chance de se fazer algo que não seja dedicar-lhes toda a atenção (e ás vezes não chega). Acho que elas tiveram uma pequena percepção do que é ser mãe de duas crianças pequenas e não estranharam quando lhes disse para pensarem na hora das transferências de embriões se queria dois ou um... Gostei muito do encontrozinho, espero repetir mais vezes.
Agora vamos ao convivas do baptizado (ainda não convidei ninguém mas enfim...). Uma vez mais as minhas idéias fixas me dizem que um baptismo é uma cerimónia de família, e que não faz sentido nenhum estender aos milhentos amigos e sua prole, até porque as massarocas não são demais e teríamos não uma reunião familiar simbólica e sim uma cerimónia tipo "Karen Jardel e Felipe Gaidão" (passo a publicidade claro).
Para mim seria mais do tipo avós e tios directos, mas como existem outros familiares que viveram juntos connosco todo este processo e nunca se cansaram de nos apoiar e ainda hoje nunca esquecem os pimpolhos, será justo que se convidem.
Devo acrescentar que será mais a família da parte do A. do que da minha. Infelizmente, venho de uma família desunida, não me envergonho de dizer, que da parte da minha família directa (tios e tias), a esmagadora maioria não conhece os meus filhos, nem nunca me deu sequer um telefonema de felicitações. Não temos grandes relações, uns estão por aqui outros por ali, mas a verdade é que não me dizem absolutamente nada.
A família do A. pelo contrário, é muito unida, talvez por serem só irmãs (e do meu lado serem irmãos dos meus pais), andam sempre juntas e fazem festas a propósito de tudo e nada. Sempre estiveram comigo, e com os meus filhos. Festejaram até ás lágrimas quando engravidei, estavam sempre a visitar-me e a mandar-me coisas quando fiquei em casa, e não me largaram quando estive no hospital, choraram e fizeram promessas pelos meus filhos, para que ficassem bons.
Para mim é evidente que quero que estejam presentes no baptismo dos pipizes.
Beijos a todas
terça-feira, abril 22, 2008
Padrinhos
No seguimento do tema "baptismo", julguei coerente da minha parte fazer uma espécie de "saga" relativa ao baptizado dos meus gémeos. Neste post, abordarei a questão dos padrinhos.
Sempre achei e me ensinaram, que um padrinho é para ser um substituto parental, ou seja um padrinho/madrinha, será a pessoa que estará mais vocacionada para substituir os pais à falta destes. Este foi um facto que sempre levei muito a peito, e a verdade é que até hoje só tenho 1 afilhado, que é precisamente meu sobrinho, filho da minha única irmã. Apesar de ter tido muitos convites para madrinha de filhos deste ou aquele amigo, sempre declinei educadamente, porque realmente para mim não tinha lógica nenhuma ser madrinha de alguém que não é da minha família e relativamente a quem não seria a pessoa mais indicada para assumir uma função parental.
É um facto, que hoje temos os maiores amigos do mundo, amanhã essa amizade pode ser defesfeita por qualquer motivo inglório, e a criança que até apanhou connosco como padrinhos vê-se privada da convivência "padrinhal" e do respectivo tributo anual (vulgo folar). Enquanto que se for da familia, por muitas desavenças que possam existir (salvo raras excepções evidentemente), esse laço parental continua a existir e o convivio com a criança será mais fácil apesar das eventuais desavenças.
Agora, quando chega à horinha de escolher os ditos padrinhos a coisa não é fácil. Porque o irmão ou a irmã é casado com fulano ou beltrano, porque tem de se ter um padrinho do lado da mãe e outro do lado do pai, porque tem de ser padrinhos novos, porque isto e porque aquilo.
O facto de se ter 2 filhos de cada vez, torna até a decisão padrinhal mais fácil. Porque à partida podemos escolher 2 padrinhos de cada lado da familia parental, e assim não fica ninguém a "ratar" de ninguém e não fica ninguém amuado porque se escolheu os padrinhos do lado da mãe e não do lado do pai (porque geralmente é o que acontece).
Como sabem, eu não sou nada indecisa, planeio as coisas ao pormenor e detesto pessoas que dizem constantemente "não sei" a propósito das coisas mais banais. Antes de engravidar já tinha um nome para menino e menina (custou foi a engravidar, mas isso agora...), quando engravidei e soube que era um menino e uma menina, decidi em pouco tempo que seriam os padrinhos.
Na minha escolha, e uma vez mais epiricamente excluí pessoas que são de familia por empréstimo, ou seja as casadas com. Porque se é verdade que as amizades acabam, também é verdade que os casamentos acabam, por isso excluí as cunhadas (sorry!), cunhados não tenho por isso a coisa ficou mais fácil.
Se do meu lado sempre soube quem iriam ser os padrinhos, do lado do A., a escolha não foi fácil, e escolheu-se o padrinho por falta de opção (oh pá o mulherio é mesmo mau!!).
Então vamos ter com padrinhos da M: A avó paterna, e um dos tios;
Do L: O avô materno e a tia;
A mãe do A., minha querida sogra, sempre quis ter uma menina, quis Deus enviar-lhe 3 rapazes, um primeiro neto rapaz, a M e o L (e agora mais um neto rapaz a caminho). Ficou delirante quando soube que ia ter uma M., achei uma homenagem justa, vai ser a madrinha. O padrinho foi a escolha possível...
Quanto ao L., porque existe uma avó madrinha, para os avós do outro lado não acharem injusto, escolheu-se o avô (que leva o neto no "pópó" todos os dias à hora de almoço), e a única tia da parte da mãe.
É assim que se escolhem os padrinhos por cá!
Beijos a todas
Sempre achei e me ensinaram, que um padrinho é para ser um substituto parental, ou seja um padrinho/madrinha, será a pessoa que estará mais vocacionada para substituir os pais à falta destes. Este foi um facto que sempre levei muito a peito, e a verdade é que até hoje só tenho 1 afilhado, que é precisamente meu sobrinho, filho da minha única irmã. Apesar de ter tido muitos convites para madrinha de filhos deste ou aquele amigo, sempre declinei educadamente, porque realmente para mim não tinha lógica nenhuma ser madrinha de alguém que não é da minha família e relativamente a quem não seria a pessoa mais indicada para assumir uma função parental.
É um facto, que hoje temos os maiores amigos do mundo, amanhã essa amizade pode ser defesfeita por qualquer motivo inglório, e a criança que até apanhou connosco como padrinhos vê-se privada da convivência "padrinhal" e do respectivo tributo anual (vulgo folar). Enquanto que se for da familia, por muitas desavenças que possam existir (salvo raras excepções evidentemente), esse laço parental continua a existir e o convivio com a criança será mais fácil apesar das eventuais desavenças.
Agora, quando chega à horinha de escolher os ditos padrinhos a coisa não é fácil. Porque o irmão ou a irmã é casado com fulano ou beltrano, porque tem de se ter um padrinho do lado da mãe e outro do lado do pai, porque tem de ser padrinhos novos, porque isto e porque aquilo.
O facto de se ter 2 filhos de cada vez, torna até a decisão padrinhal mais fácil. Porque à partida podemos escolher 2 padrinhos de cada lado da familia parental, e assim não fica ninguém a "ratar" de ninguém e não fica ninguém amuado porque se escolheu os padrinhos do lado da mãe e não do lado do pai (porque geralmente é o que acontece).
Como sabem, eu não sou nada indecisa, planeio as coisas ao pormenor e detesto pessoas que dizem constantemente "não sei" a propósito das coisas mais banais. Antes de engravidar já tinha um nome para menino e menina (custou foi a engravidar, mas isso agora...), quando engravidei e soube que era um menino e uma menina, decidi em pouco tempo que seriam os padrinhos.
Na minha escolha, e uma vez mais epiricamente excluí pessoas que são de familia por empréstimo, ou seja as casadas com. Porque se é verdade que as amizades acabam, também é verdade que os casamentos acabam, por isso excluí as cunhadas (sorry!), cunhados não tenho por isso a coisa ficou mais fácil.
Se do meu lado sempre soube quem iriam ser os padrinhos, do lado do A., a escolha não foi fácil, e escolheu-se o padrinho por falta de opção (oh pá o mulherio é mesmo mau!!).
Então vamos ter com padrinhos da M: A avó paterna, e um dos tios;
Do L: O avô materno e a tia;
A mãe do A., minha querida sogra, sempre quis ter uma menina, quis Deus enviar-lhe 3 rapazes, um primeiro neto rapaz, a M e o L (e agora mais um neto rapaz a caminho). Ficou delirante quando soube que ia ter uma M., achei uma homenagem justa, vai ser a madrinha. O padrinho foi a escolha possível...
Quanto ao L., porque existe uma avó madrinha, para os avós do outro lado não acharem injusto, escolheu-se o avô (que leva o neto no "pópó" todos os dias à hora de almoço), e a única tia da parte da mãe.
É assim que se escolhem os padrinhos por cá!
Beijos a todas
segunda-feira, abril 14, 2008
Baptismo
Já marcamos o baptizado dos nossos pipizes. É certo que deveria ter sido um pouco mais cedo, porque eles já são um bocado grandotes, e na altura ainda serão mais, mas o processo de ir com dois bebés berrões para uma igreja confundia-me um bocado e portanto fomos adiando.Vai ser em Maio, mês da Padroeira deles, mês de Maria, ou não fossem eles os dois Marias... Vai ser um baptismo só deles, porque os baptismos colectivos confundem-me e a colectividade de quem tem gémeos já é um bocado grande. Se não vejamos, dois bebés, mais dois papás, mais quatro padrinhos... Enfim... Se a isso juntassemos mais seis ou sete criancinhas... E respectiva família não ia ser fácil.
Já vão entrar na igreja pelo seus próprios pés. Se calhar vão fazer uma birrinha. E com certeza não vão gostar da banhoca da água fria. Mas vão a banhos os meus pipizes!
Agora, é o corre corre da preparação da festa, que apesar de não ir ser muito grande, terá sempre uma quantidade de pessoas porque a familia é grande, e eles são muito amados por toda ela. A história dos convites tem de ser muito bem analisada, porque não podemos deixar que ninguém se sinta posto de parte. Já no aniversário houveram pessoas que ficaram aborrecidas por terem sido preteridas, mas paciência, temos de ser coerentes.
Depois do "fiasco" do bolo de aniversário, o bolo já está marcado, só falta escolher o formato, e isso vai ser muito difícil, porque quero algo tão especial como são especiais os meus filhos para mim, algo que simbolize a união de duas crianças que partilharam o ventre materno, e são rapariga e rapaz... Por isso digo não vai ser fácil, mas espero que fique bem!
As "toiletes" já estão compradas, é claro que aquelas maravilhas de seda e rendas (carérrimas), não são de todo viáveis em bebés marmanjões que já caminham, mas numa loja onde tinham muitos tesouros de tecido, encontrei as roupas que me pareceram seriam adequadas aos meus príncipes. A idéia inicial era mandar fazer, até porque tinha umas idéias todas "xpto", mas de facto ao entrar naquela loja, ou passar a minha mão por todos aqueles tesouros expostos, não resisti e delapidei o orçamento "madrinhal" (sim, esta é a parte melhor, nós escolhemos e as madrinhas pagam...).
Será em azul celeste para o meu príncipe dos olhos azuis, e em cor -de -rosa açucarado para a minha princesa morena. Encaixes bordados à mão e tecido tão fino como uma casca de ovo... Rigorosamente iguais na versão feminina e masculina, uma perdição...
Depois os sapatos, comprados numa outra loja já com algumas décadas também, lindos, exactamente à mesma côr dos tecidos, versão lisa para ele e versão florida para ela... Até a solinha é da mesma côr...
Faltam as velinhas e as toalhinhas que queremos bordadas com os monogramas (LM&MM), para imortalizarem o dia em que receberam o seu primeiro sacramento, e para se um dia o desejarem passarem para os seus filhos.
Depois de um belo dia passado nas compras, voltamos, de bolsos vazios e coração cheio. Cheio de amor...
Beijos a todas
quinta-feira, abril 03, 2008
E esta hein...
Depois, vamos ao tema deste post propriamente dito. A verdade é que já regressei de férias, mas tenho andado superlotada de trabalho e nem tenho tido tempo de viajar pela blogosfera. No entanto, não queria deixar de dizer que em nossa casa está a acontecer uma coisa muito engraçada.
O L. (meu rico filho), como já sabem já caminha. Até aqui nada de novo, o estranho é que o rapazote começou também agora a gatinhar... Sim a gatinhar... Anda tipo coelhinho da duracel, e quando caí, se não está num sítio que lhe permita apoiar-se para se levantar, vai a gatinhar até onde consiga levantar-se... E esta hein?!!
Beijos a todas
quinta-feira, março 27, 2008
Datas memoráveis
Faz hoje um ano, dia estava cinzento, com breves abertas, e intensos aguaceiros. A mala azul saía de casa, agora mais vazia, mas prometia voltar com novidades. Chegados à Maternidade, ultimaram-se os preparativos, tiraram-se finalmente os catéteres da medicação; Vestiram-se os fatos,os primeiras que só foram usados por breves instantes. O nervoso era miudinho, escutaram-se as últimas recomendações.
As "babycoques", enormes, receberam por fim os passageiros, que perdidos dentro dos fatos brancos de saída e debaixo das mantas e gorros pareciam ainda mais pequenos. À saída, o carro cinzento recebeu os passageiros, no meio deles, no banco trás ia a mulher mãe com um enorme sorriso no rosto, ia começar a aventura da sua vida...
Esta semana, o L andante, soltou as amarras, agora anda sozinho para todo o lado e já nem quer mão, é bem giro vê-lo tipo bonequinho de corda a correr tudo e meia volta a cair, já nem chora... Só quer andar atrás da mãe e não pode ver uma sanita aberta...
A M. já tem um dente (yupi!), o ano trouxe o primeiro dente à minha pipoca e ela está cada dia mais lindaaaaa.
O vocabulário também está mais extenso, finalmente ontem, disse a palavra mais doce de todas. Foi com enorme emoção que ouvi o "mammmmaaa" seguido do esticar de braços com que costuma pedir colinho, nem sei que diga...
Estamos de férias, e elas têm sido tão diferentes das nossas últimas férias, com eles, estão tão crescidos.
Beijos a todas
As "babycoques", enormes, receberam por fim os passageiros, que perdidos dentro dos fatos brancos de saída e debaixo das mantas e gorros pareciam ainda mais pequenos. À saída, o carro cinzento recebeu os passageiros, no meio deles, no banco trás ia a mulher mãe com um enorme sorriso no rosto, ia começar a aventura da sua vida...
Esta semana, o L andante, soltou as amarras, agora anda sozinho para todo o lado e já nem quer mão, é bem giro vê-lo tipo bonequinho de corda a correr tudo e meia volta a cair, já nem chora... Só quer andar atrás da mãe e não pode ver uma sanita aberta...
A M. já tem um dente (yupi!), o ano trouxe o primeiro dente à minha pipoca e ela está cada dia mais lindaaaaa.
O vocabulário também está mais extenso, finalmente ontem, disse a palavra mais doce de todas. Foi com enorme emoção que ouvi o "mammmmaaa" seguido do esticar de braços com que costuma pedir colinho, nem sei que diga...
Estamos de férias, e elas têm sido tão diferentes das nossas últimas férias, com eles, estão tão crescidos.
Beijos a todas
segunda-feira, março 17, 2008
V
Escrevo para relatar o dia do primeiro aniversário deles, dos meus gémeos, dos meus filhos.Será dificil passar para palavras escritas todo um leque de sentimentos que me assolaram quer no próprio dia, quer nos imediatamente anteriores e seguintes.
O dia amanheceu cinzento, ao contrário do que tinha acontecido há um ano atrás, juntamo-nos os três na cama da mamã (porque o papá foi trabalhar), passamos a manhã como tantas manhãs de Sábado, de pijama a brincar pela casa fora. A mãe decidiu começar a encher balões para a festa, ficaram eufóricos e queriam agarrá-los mas eles fugiam por entre os dedos, davam guinchinhos de prazer e ficam de olhos esbugalhados a verem aquela pequena porção de cor a sair dos lábios da mãe.
Não sei porquê, mas cada vez que olhava para eles vinha-me à memória todo o passado, abracei-os mais vezes que o usual e com mais força também, como que para ter a certeza que não eram um sonho, que estavam ali.
A festa reuniu todos aqueles que o ano passado fizeram romaria no hospital à espera da chegada deles, e os que não estando presente em físico estavam em mente e telefone. Os familiares directos claro, porque se fosse todos aqueles que vibraram e aguardaram a chegada deles com expectativa, tinha de alugar uma quinta. Ainda assim eramos 24 pessoas.
Este ano, ao contrário do ano passado, eles não goraram as expectativas, e apareceram à hora marcada para receberem os muitos beijos, abraços e colinhos que tinham à disposição, portaram-se muito bem, muito calmos, sem stressar muito com a confusão.
Na hora dos parabéns, cada um no colo dos pais, senti que ia vacilar. Naqueles breves instantes, todo o percurso rodou na minha cabeça, tantas imagens tantos sentimentos que parecia que estava a ver um filme. Naquele momento, enquanto as lágrimas me caíam pela cara abaixo apercebi-me que era uma vencedora. E lembrei-me de tantas de vós, minhas amigas que mereciam também uma vitória...
Beijos a todas
sábado, março 15, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
A nossa música de sempre...
Depois de mais um aniversário meu e quase em vésperas dos deles, eu pergunto: Onde andei eu 36 anos sem eles...
Beijos a todas
terça-feira, março 11, 2008
Dentes
É oficial, a M, princesinha, também já dá uns passitos sem apoio, claro que dá 3 passinhos e estende logo a mãozita para se sentir mais segura. O L. já percorre maiores distâncias, mas ainda muito trôpego.
Agora, o que me está a preocupar deveras, são os dentes... Ora vejamos, o L. já tem 7 dentuças (lindas) cá fora a brilhar, e a pobre M. ainda exibe o mesmo maxilar desdentado desde que nasceu, come comida sólida tão bem ou melhor que o irmão, mas nada de aparecerem os dentes... Ora isto não está certo, será que ela está com algum problema?
Quanto à "real" festa dos principezinhos, tudo encomendado, e os convites feitos. Agora, o problema vai ser "acamar" todos os convidados dentro da minha sala... Mas isso agora....
Beijocas desdentadas
Agora, o que me está a preocupar deveras, são os dentes... Ora vejamos, o L. já tem 7 dentuças (lindas) cá fora a brilhar, e a pobre M. ainda exibe o mesmo maxilar desdentado desde que nasceu, come comida sólida tão bem ou melhor que o irmão, mas nada de aparecerem os dentes... Ora isto não está certo, será que ela está com algum problema?
Quanto à "real" festa dos principezinhos, tudo encomendado, e os convites feitos. Agora, o problema vai ser "acamar" todos os convidados dentro da minha sala... Mas isso agora....
Beijocas desdentadas
segunda-feira, março 03, 2008
Andante...

Depois de alguns ensaios, mais ou menos trapalhões, eis que ontem o L. deu os seus primeiros passos sem ajuda, ainda se atrapalha porque quer andar muito rapidamente, Mas já anda sózinho, está a caminho da sua independência o meu filhote.
Não nego aquelas lágrimas que me cairam pela cara abaixo enquanto o incentivava, ria para ele e lhe dizia: "Que lindo! Que lindo!" - é uma emoção enorme vê-los evoluir, e o andar será um marco importante da evolução deles como há milénios já o foi para o homem.
A M. já se equilibra muito bem, e é menos trapalhona que o irmão, mas é medrosa, e ainda não conseguiu dar o primeiro passo sem mão. Fica de pé sózinha, começa a dar aos bracitos, mas não tem coragem...
Acho que todas as mães passam por momentos de angústia durante a avolução básica dos seus filhos, temos sempre medo que eles tenham algum problema que não lhes permita evoluir como os outros miúdos, então quando eles atingem marcos marcantes na sua evolução, é uma alegria enorme e ao mesmo tempo um grande alívio, porque aparentemente eles estão a evoluir dentro do esperado.
Relativamente ao assunto do bolo, agradeço os contactos, mas realmente não consegui disponibilidade para a data. No entanto tenho uma pessoa conhecida, aqui na minha zona, que faz umas coisa engraçadas e lancei-lhe o desafio. Tirei da net uma foto de um bolo que gostei e dei-lhe para ela copiar. Vamos a ver como fica. Também, o importante não é o bolo, é que eles estejam bem e de saúde, e que estejam rodeados de todos os que os amam desde o 1º minuto das suas existências.
Beijos a todas
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Bolos & Cª
Com a chegada do grande dia, 15 de Março, anda uma mãe toda contente a tentar organizar o evento com pompa e circunstância, para o primeiro aniversário dos seus pipizes. Depois de ver vários blogs de "bolos artísticos", constatei que a grande maioria era de Lisboa ou arredores, logo tornava o "povo do norte" excluído. Fiz alguns contactos a familiares e amigos, que prontamente me arranjaram contactos de pessoas que faziam os ditos bolinhos, aqui na zona do Porto.
Faço o primeiro telefonema... A pessoa diz que vai estar ausente nessa data. O segundo telefonema... Também. Num blog cujo endereço me foi enviado por uma amiga diz que só aceitam encomendas para Abril. Num terceiro contacto arranjado descubro o motivo desta ausência toda... Não é que vai haver uma feira em Londres e uns Workshops para estes profissionais, precisamente de 13 a 16 de Março.... Grrrrrr, Grrrrrrr!
Agora quê?! Vou ao Modelo comprar o bolo??? Aceitam-se contactos!!!!
Beijos a todas
Faço o primeiro telefonema... A pessoa diz que vai estar ausente nessa data. O segundo telefonema... Também. Num blog cujo endereço me foi enviado por uma amiga diz que só aceitam encomendas para Abril. Num terceiro contacto arranjado descubro o motivo desta ausência toda... Não é que vai haver uma feira em Londres e uns Workshops para estes profissionais, precisamente de 13 a 16 de Março.... Grrrrrr, Grrrrrrr!
Agora quê?! Vou ao Modelo comprar o bolo??? Aceitam-se contactos!!!!
Beijos a todas
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
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